Saudades do Rio de Janeiro a Janeiro

Quando eu viajo, gosto de pesquisar e admiro demais quem disponibiliza informações sobre como ir de um aeroporto ao centro de uma cidade, como funciona o transporte público, dicas sobre restaurantes, roteiros para os passeios e afins. Geralmente sinto falta de informações sobre custos. Dindin. Money. Quanto custou a entrada no museu, o lanche na praça, o bilhete de metro, o almoço. Vocês entenderam.

Daí pensei em fazer o registro/dar dicas de dinheiro nesse blog. Na viagem Montevideo/Buenos Aires, cheia de boas intenções, fotografei todos os menus. Bobinha. Falhei miseravelmente, como se nota. Não tem como fazer os posts durante a viagem e não sou boa de registro e memória para dar o tipo de informação precisa, que a proposta demandava, depois de chegar da viagem.  Resultado: virou um depósito de saudades (o que o nome já prenunciava, às vezes sabemos coisas que não sabemos que sabemos).

Então: o Rio de Janeiro continua lindo. E eu tô doidinha pra ir lá. Tal qual São Paulo eu passei muito tempo antes de me convencer a viajar até o Rio (foi preciso o anúncio da reforma do Maracanã pra eu ir lá ver o último jogo do Mengo no estádio antes da transformação). Os motivos eram completamente outros. Enquanto eu nada sabia e nem queria saber de SP, eu tinha meu Rio mágico, imaginado, construído de fragmentos de imagens, narrativas ficcionais, flashes de jogo e desfiles de escola de samba, bossa nova, crônicas de Nelson Rodrigues a Ruy Castro . Ir até lá e confrontar o meu Rio com o Rio de tantos era um desafio.

A reforma do Maracanã foi um equívoco de fio a pavio, mas fez isso: eu me apaixonei pelo Rio que não é o meu ou não é exatamente. E tendo ido, passei a querer sempre mais. Porque é o Rio do Rafael. Da Renata. Do Cláudio. Da Heloísa. Foi o Rio da Debs. Da Fabi. Dos encontros com gente de outros estados. Da Ana Cláudia. É o Rio do Fabiano que era de BSB. O Rio da cearense Thayz com Pri, melhor dupla. Da Napaula. Certamente é o Rio de alguém mais que eu amo mas que nesse momento não lembrei de colocar aqui (e se o amor é recíproco a pessoa sabe que sou lesada demais e falho bastante em juntar pessoas e lugares).

O Rio que não era o meu, mas foi se misturando. É o Rio da Lapa do amigo. Do dia inteiro jogando conversa fora. Das Laranjeiras. O Rio da praia com 18 graus. Do lançamento do Contos do Poente. Da viagem com pai, cunhada, irmãos, com supremo, com tudo. De outra, com amiga amada, vendo o mesmo com olhos novos. De ver jogo do mengo no estádio, no bar, na casa da amiga. De fazer o circuito deslumbrada.

Sinto falta do Rio dos outros, que me acolhem, me recebem, que fazem este Rio ser um pouco meu. Sinto saudades de janeiro a janeiro. No por enquanto, fico com aquele no peito, aquele meu, que continua lindo.

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Lançamento Contos do Poente

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