As alegrias, os drinques, as despedidas

Do mesmo jeito que sinto a tristeza do mundo, sinto as alegrias. A conquista das mulheres e dos movimentos sociais da Argentina me faz contente, me comove, me inspira. A interrupção voluntária da gestação não depende de leis. As pessoas abortam. Mas a segurança e a saúde das mulheres (e dos homens trans, claro) depende, sim, de leis e de uma cultura que as proteja. Argentina se torna um lugar melhor pra se viver.

A imagem pode conter: texto que diz "LA MUJER DECIDE LA SOCIEDAD RESPETA EL ESTADO GARANTIZA LA IGLESIA NO SE METE EL DECORADO SE CALLA"

Nunca fui de fazer planos (os pouquíssimos que lembrei de fazer – casar, tirar licença capacitação, comemorar os 45 anos em uma viagem – deram tão errado que é melhor nem comentar) mas tenho uma vontadezinhazinha pra 2021. Bem pequena e bem simples pra não atrapalhar a vida de mais ninguém.

Talvez eu tenha feito um pouco de chantagem maternal com meu filho (narrador: ela não se arrepende).

A nossa verdadeira trilha sonora é Jura Secreta.

Já somos esquecimento, sem nunca termos sido memória. E dói como nunca doeu um amor abandonado ou um amor que me abandonou. Como nunca doeu uma mala arrumada, uma porta aberta, uma estrada vazia. Como nunca doeu uma partida. Como nunca doeu um último abraço. Como nunca doeu uma estação, um portão de embarque, uma mesa de bar, um quarto de hotel, uma lágrima quente, um documento assinado. Como nunca doeu um dito. Uma certeza. Como nunca doeu uma despedida. A palavra que se esgarça até o silêncio é a espada mais afiada.

Um pacotinho daquelas frutas vermelhas congeladas. Polpa de morango. Umas uvas roxas. Um espumante. Não fica bonito, mas que boa companhia que é.

Desapegar não de você, mas da bonita história que eu queria contar.

Oba Oba

Tenho visto algumas pessoas nas redes sociais e mesmo comentaristas esportivos alertando sobre o oba-oba da torcida do Flamengo. Só posso deduzir que são pessoas sem futebol no coração. Sábado o Flamengo pode ganhar o jogo. Sábado o Flamengo pode perder o jogo (espero que não, mas pode). É isso o esporte. A alegria, a festa, o afeto em gritos, charangas, palmas, danças, canto, é a celebração de podermos estar lá. Comemora-se a possibilidade. Estamos eufóricos, sim, porque vamos jogar. O resto, o resultado, não temos controle sobre isso. Nos resta torcer e torcer não é apenas festejar uma vitória mas alegrar-se com o caminho. Torcer é antecipação. Torcer é expectativa. Torcer é anseio. Torcer é esperança. Temos orgulho de chegar à final. Temos prazer de ver a equipe jogando. Para quem ama futebol, para quem ama um time, sim, isso é embriagador, leva a dançar na rua, bradar nas varandas, abraçar desconhecidos, rir a toa. Depois é depois, hoje somos finalistas da Libertadores da América.

Eu sinto falta de beber vinho tinto.

Estou meio enlutada por abrir mão dos planos da licença-capacitação.

Tá doído ver tanto sofrimento na América do Sul. Tá inspirador ver tanta luta, gente que não se curva, que resiste, que sobrevive. Tá difícil sentir os retrocessos, os avanços do fascismo, o recrudescimento do racismo e dos mais variados preconceitos. E é tocante ver este mar vermelho e negro, de alegria e amor, atravessando fronteiras.

Dentista, dermatologista, ginecologista, oftalmologista. Minha vida em preto e branco.

Queria desistir desse negócio de comprar roupa pronta e contratar costureira pra fazer algumas roupas pra mim. Mas nem sei onde começar a procurar os “modelos”. Estou cansada de ter que escolher entre vestido de malha ruim e blusa de 320 reais nas boutiques de internet.

Ou posso andar seminua e malamanhada mesmo, daí gastar isso de passagem aérea.

Ontem foi o dia da consciência negra e eu digo isso, ano após ano:

NÓS SOMOS LINDOS…

e se o Flamengo ganhar, oba, oba, seremos lindos e felizes, sábado.

E se o Flamengo ganhar, ah, vai ser linda a explosão de amor. Vai ser envolvente, cativante, borbulhante. O Rio vai ser em alegrias, vai ter riso como se fossem bolhinhas de champanhe fazendo cócegas nas ruas, vai ter gente dançando em cada esquina, casais se amando nas varandas, crianças flutuando e maná caindo do céu.

 

 

Jogando Bola na Rua ou o Golpe Nosso de Cada Dia

Faz bastante tempo que eu tive essa revelação: viver em sociedade é como jogar bola na rua. Depende, basicamente, que todo mundo concorde de agir e reagir mediados pelas mesmas regras. O que pode, o que não pode, o que vale, quanto vale.

Na pelada ideal o dono da bola não é escolhido só porque é o dono da bola, entra no par ou ímpar como qualquer um. Gol feio e gol bonito vale igual. É lateral, independente se a gente gosta ou não de quem bateu por último na bola e por aí vai. Além disso, e principalmente, não se mudam as regras durante a partida. Tá implícito.

E olha que a pelada convencional tá longe de ser inclusiva. Por exemplo, menina não joga. São muitos os excluídos, os marginalizados. Tem quem jogue de chuteira, uniforme oficial, tem quem entre descalço e de bermuda tactel. A gente pede, negocia, pressiona e vai ajustando uma regra e outra, devagarzinho. Muito, muito devagar. E o jogo vai sendo jogado porque, né, a democracia, opa, a pelada é a pior forma de governo, fora todas as outras.

Eu vivo encucada com o quanto a pelada na rua é de um frágil equilíbrio. Todo mundo tem que concordar, gente. Concordar com regra que me favorece, com regra que me prejudica, com regra que não ajuda nem atrapalha as pessoas mas serve ao jogo. Um monte de “tudo bem, se é pelo bem da partida, eu topo” e o quão displicentemente lidamos com isso. A gente bate bola e tenta o gol sem nem perceber o quanto de acerto prévio, cordialidade e respeito mútuo tem que estar presente pra garantir isso aí. Até o dia que dá ruim. Que furam a bola.

Tem umas ruas aí que o jogo é jogado a tanto tempo que as pessoas nem duvidam da importância dele. Gostando ou não, mantém a bola em movimento. Mas em outras esquinas, ah, em outras, é todo o tempo o risco de ultrapassar a risca. E se o dono da bola decidir que só ele escolhe quem vai jogar? Se o time com camisa tem que fazer três pra valer um e o time com camisa começa a fraudar a placar só porque está com os irmãos mais velhos e mais fortes ali do lado, dando uma força? E se o time perdedor resolver proibir os melhores do time adversário de entrarem na partida? E se a turma da liga do outro bairro resolver tumultuar as nossas partidas e mandarem os irmãos mais velhos e malhados deles influenciarem nossos resultados?

Sei lá, eu sou muito da galera que acha que quem tá na calçada esperando pela vez já devia resolver que não tem isso e entrar todo mundo agora-já-imediatamente e dane-se. Mas e depois? Depois tem que ir todo mundo pra casa, tomar o toddy, dormir descansado e no outro dia, combinar de novo o novo, par ou ímpar, vamos tirar o time. E retomar o frágil equilíbrio.

Sei lá se tem fim este post, tô engasgada, não pode ter a porra de uma alegriazinha que vem o sistema e lembra que nós tamo é fodido mesmo

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Arrentina!

(viagem em novembro de 2017)

Buenos Aires é como eu queria que fosse. E mais. A nossa localização foi muito, muito boa, contribuiu imenso para a experiência na cidade ser uma delícia. Ficamos na Avenida Las Heras entre Ayacucho e Junín.

No primeiro dia, livraria El Ateneo (voltei outras vezes) e empanadas, claro. No mesmo local, também provamos o sorrentino. O restaurante foi o La Querência.

 

Ficamos apaixonadinhos pela comida de uma rede (Croque Monsieur Café) e por um lugarzinho perto de casa que vendia massa e molho ou o prato pronto. Não tinha lugar pra sentar, só podia levar, mas tudo muito gostoso e fresco.

Seguindo as dicas dazamigas, no mercado de San Telmo, em uma das portinhas externas, uma das melhores refeições da viagem. Supersimples, com sorte você pega o banquinho, mas que sanduba delícia:

 

Outra refeição maravilhosa foi feita no La Cabrera (aliás, refeições). Comida farta, gostosa, atendimento excelente (quando fomos tinha promoção de 40% no happy hour, por isso ficou acessível, caso contrário seria bem caro).

Passeios que foram sucesso: pangolar pelo centro, incluindo o Obelisco, Plaza de Mayo, Calle Florida; Jardim Japonês;  visita à Casa Rosada (não esquecer de agendar antecipadamente ou não consegue entrar); Café Tortoni (sou um clichê ambulante, me deixa); uma ópera no Teatro Colon (incrível); piquenique nas praças/jardins; visitas a museus (Museu Nacional de Belas Artes, Museu del Bicentenario, Palais de Glace); a feira de San Telo (super envolvente e divertida); o Caminito (as pessoas não falam bem, eu adorei).

Sete dias, sete maravilhosos dias. Uma cidade pra fazer muita coisa, qualquer coisa, fazer nada.

Cores e Sabores em Colônia del Sacramento

Eu amei, amei, amei esta cidadezinha. Tanto que até fiz fotos blogueirinhas. Foi uma decisão sabida não apenas passarmos o dia, mas dormir. O pôr-do-sol foi inesquecível e a iluminação noturna faz o centro histórico ficar tão fofo.

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Chegamos perto do meio dia, fomos direto pro hostel (que era muito agradável). Indicaram que almoçar fora do centro histórico seria mais barato e por isso fomos pro lado da avenida para comer #esfomeados – minha observação posterior dos preços de almoço nos cardápios no centro histórico me pareceram bem semelhantes ao que pagamos, mas talvez a quantidade fosse a diferença. Pra variar, não confiamos, pedimos dois pratos pra três e ficamos com comida a mais. Muita, muita comida a mais. Pela refeição, com bebida e talz, cada um pagou 450 pesos.

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Depois seguimos pra o centrinho e fiquei encantada com o lugar: é pequeno, é nostálgico, é bonito. A vista do farol é incrível. E eu podia passar dias só na “orla”. Como eu amo água! E, claro, a saudade que bateu de Portugal ao passear naquela cidadezinha com tanto sotaque.

O jantar foi em um local charmoso com pratos muito, muito bem apresentados. Pagamos 420 pesos. Teve prato com marisco, teve carpaccio de salmão e anéis de lula empanadas.

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o que comer em Colônia del Sacramento #preços #menu #cardápio

Montevidéu: terceiro dia

Spoiler sobre passar três dias em Montevidéu: é pouco. Amei demais a cidade e já estou querendo voltar. No terceiro dia voltamos a passear pela Ciudad Vieja comprando ímãs e doce leite. Sim, até eu que não sou de doces fiquei viciada. Neste vai e vem paramos em um café muito fofo, o Café Brasileiro, fundado em 1877 e redecorado em 1920 (fica bem pertinho da praça Constituição). Claro que pedi medialunas.

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Também foi dia de ver Candombe na rua, dia de visitar igrejas e, principalmente, dia do Museu Blanes. Eu curti muito esse museu, miúdo, aconchegante, focado e as pessoas que trabalham lá me pareceram extremamente simpáticas, bem informadas e disponíveis. Ficamos sabendo de um montão de fofoca.

Também foi dia de fazer a visita guiada ao Teatro Solís e sentir invejinha da política de cultura inclusiva de lá. O Uruguai é inspirador em vários sentidos.

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No jantar, La Pulperia. Sim, todo mundo fala desse restaurante. Sim, é meio fora do centro. Sim, é sensacional. A carne, deliciosa… mas eu queria mesmo era falar da melhor batata noisette que eu já comi. Bebemos (enfim) medio y medio, comemos bem, o atendimento é excelente. A conta ficou 1.172 pesos uruguaios, para nós três.

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onde comer em Montevidéu

La Pulperia #preço #cardápio #menu

o que comer em Montevidéu

Montevidéu: pernas pra que te quero

Eu já durmo pouco, no dia a dia, em casa. Imagina quando estou viajando. Tudo que quero é ficar na rua. Mas viajar em grupo também é se adaptar e curtir o ritmo de todos os envolvidos. Enfim, acordamos, banhos, café da manhã (com direito a doce de leite nhami nhami no lugar de geléia na torrada) e rua.

Começamos passeando pela 18 de julho, uma delícia: fonte dos cadeados, várias praças aprazíveis, Mercado de los artesanatos onde comprei um porta-chaves bonito e delicado praças, uma caminha interessante até a intendência. Visitar a Intendência é um passeio maravilhoso. Além de ter uma vista maravilhosa da cidade – subimos em um elevador panorâmico até o 23o andar), ainda é grátis.

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Foi um dia de ver Montevideo de cima, depois de vermos pelo ângulo da Intendência partimos para visitar o Museu del Bicentenário. Eu amo futebol, né? passeio obrigatório. Antes do Museu passeamos pelo Parque Rodó e lá comemos comida de rua. O melhor vinagrete/chimichurri/molhinho/whatever da viagem. Fizemos piquenique e o almoço, dos três, ficou por 45 reais.

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O Museu é uma delicinha. Poderia ser mais organizado, com as informações mais sistematizadas, mas pra quem ama o esporte, é de emocionar. Dá pra ficar um tempão lá dentro lembrando lances, jogadores, conquistas uruguaias, embates famosos na américa do sul… Mas é um pouco melancólico ver como a estádio propriamente dito não recebe a manutenção que merece.

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E como o dia era longo, voltamos pro hotel, trocamos de roupa e fomos para a nossa “noite de gala”. Jantamos no Garcia e foi a refeição mais cara que fizemos. Mas pedimos comida a mais, com certeza tivemos o olho – e a curiosidade- maior que a barriga. Além do couvert (bem gostosinho) pedimos uma entrada de queijo provolone. Depois a comida propriamente dita: uma porção de baby beef, uma porção de rack de cordeiro e meio assado de tira. Olha, era carne demais. Pra três pessoas que comem bem, os dois primeiros seriam suficientes. Ou só o assado de tira, que é enooorme. Aí pedimos um acompanhamento cada (uma batata doce glaceada, uma batata recheada e papas fritas). Tudo isso e mais uma garrafa de vinho. A conta deu 2.950,00 pesos, com os descontos de pagar no cartão cada um pagou 904,34 pesos. Foi caro. Foi extravagante. E foi delicioso.

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Depois fomos ao Hotel Cassino Carrasco. Foi divertidíssimo. Perdemos tudo que colocamos naquelas máquinas caça-níqueis, mas tivemos melhor sorte na roleta, jogamos várias vezes, perdemos umas, rimos muito, ganhamos outras. Fomos embora com o mesmo dinheiro que entramos.

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o que comer em Montevidéu #preço #menu #cardápio #Garcia

Chegando em Montevidéu

Sair de Guarulhos e chegar no aeroporto de Montevidéu, o aeroporto internacional de Carraco, é engraçado. Você sai de uma enormidade e chega numa coisinha fofa e aconchegante. Miúdo. Antes de pousar, lá de cima, a primeira impressão: Montevidéu é uma cidade baixinha. E é mesmo – e isso é tão gostoso. Quanto aos procedimentos de chegada foi tranquilo pegar mala e “entrar no país”: é só mostrar o documento na imigração e depois passar a mala no raio-X. Todas as malas passam, tudo feito de forma ágil e simpática.

Como ir para o hotel? inicialmente cotamos táxi (1ooo pesos), depois van (50 reais por pessoa) e uber (uns 700 pesos). Balançamos pelo Uber mas o moço da van estava querendo completar o carro pra viagem e acabamos pagando 100 reais por três pessoas. O traslado foi tranquilo, quase todo feito apreciando as ramblas que, provavelmente por ser o meio da manhã de um domingo estavam bem ocupadas com todo tipo de atividade, desde gente fazendo exercícios até aqueles se espreguiçando e lendo jornal na sombra.

O nosso hotel (Hotel Orpheo Express) é bem pertinho da Praça da Independência, no Centro, bem limpo, camas confortáveis, elevador, tudo ok. O quarto não é muito grande nem tem frigobar, mas não estava nos planos ficar muito tempo dentro dele mesmo.

Então, bater perna: Praça da Independência e todos os prédios famosos, Palácio Salvo, Torre Ejecutiva, Palacio Estevez e, claro, Puerta de la Ciudadela. Lindão. Depois seguir pela peatonal Sarandi. Passeio agradabilíssimo, passamos por praças arborizadas (como a Praça da Constituição, onde fica não só a Catedral mas também el Cabildo).

Após vermos várias lindezas e tentarmos retratá-las, sem muito sucesso, em fotos, chegamos ao Mercado del Puerto, onde planejamos almoçar. Li que o El Palenque é meio pega turista, mas não foi o que rolou enquanto estávamos lá. Observamos que vários clientes pareciam íntimos e regulares, inclusive pedindo pratos que nem estavam no cardápio (que nos deixaram salivando, inclusive). No que se refere à quantidade e qualidade, foi delícia: pedimos 2 pratos e comemos 3 com alegria e fartura. Não foi barato, mas era a primeira refeição na viagem, meio chutamos a tampa. No cãmbio do dia, com o desconto de pagar no cartão de crédito, ficou uns 55 reais por pessoa.

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cardápio
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cardápio
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conta para três pessoas

Voltamos meio rolando, verdade. A carne era deliciosa. Continuamos a pangolar e passamos pelo Museu do Carnaval (sem visitar) e depois seguimos pela Calle Rincon. Mais praças, mais fachadas de museus listados para visitas futuras. Um importante ponto turístico foi acessado, neste momento: cerveja Patrícia. É uma Pilsen bem gostosinha.

Voltamos ao hotel, banho e tal e coisa, corremos para pegar o pôr do sol no letreiro com o nome Montevideo. O sol foi mais rápido que a gente, ficamos só com a fotinha do treco iluminado. É brega? É. E adorável.

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Por fim, exaustos (contei que a viagem começou às 16hs de um dia e chegamos ao hotel 10hs do dia seguinte, tendo passado a noite inteira nas cadeiras duras do aeroporto de SP?) fomos ao Punta carreta Shopping. Comemos panchos e chivitos e talz. Eu juro que fotografei a conta, mas quede que encontro? Mesmo no shopping foi comida pra caramba.

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o que comer em Montevidéu #preço El Palenque #menu #cardápio

Planejamento 2: Clima e Roupas

Uma coisa que eu não me ligo: minha aparência. Uma coisa que eu me ligo: meu conforto. Então quando vou viajar eu pesquiso o clima e tento levar roupas adequadas. O que não encontrarão aqui: looks. Busco manter a bagagem com bastante espaço pra trazer coisinhas na volta.

O calendário diz que vamos na primavera. Pelo levantamento que fiz, em Montevidéu pegaremos máxima de 19 e mínima de 12. Em Buenos Aires, teremos dias bem agradáveis com máximas entre 25 e 27 (e um dia muito quente, com máxima de 30) e mínimas oscilando de 12 a 18 graus. Com estas variações não é aquele tipo de mala moleza de montar, especialmente pra quem é do Nordeste e não tem tantas roupas intermediárias nem estações como primaveras, invernos e outonos.

Enfim, vou levando um tênis para todos os dias, a chinela japonesa e um sapato de salto quadrado pros eventos mais arrumadinhos, como a ida à Ópera, o chá no Hotel Alvear e a noite no Cassino. Para estes eventos um vestido e uma combinação calça xadez p&b e uma blusa preta – vai depender do clima. Pra o resto do tempo todo: quatro calças jeans, 10 blusas, meias, duas malhinhas. Como vou viajar com minha irmã cada uma leva 3 echarpes e aí podemos revezar.

Além disso levo uma sambada máquina fotográfica, o kindlle, celular e notebook, com todos os respectivos carregadores. Precisaremos de adaptadores para tomadas, pesquei esta fotinha que compara tomadas brasileiras com argentinas (no Uruguai não é muito melhor, como conta o blog Viver Uruguay):

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