Está chegando a hora…

Não é a minha “crítica” sobre o filmes. É apenas a listinha de comentário/indicação de gosto que a Marília pediu. Já escrevi sobre Ataque dos Cães na newscoisa e sobre a maior parte dos outros filmes no meu perfil do FB (quem for mais curioso e/ou gostar de comentários melhor desenvolvios)

Melhor Filme

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Ataque dos Cães – é o filme do ano, pra mim. Competente nas qualidades técnicas, em explorar emoções e tem aquele sine qua non que caracteriza uma grande obra e transforma um bom filme em uma experiência realmente especial. E é um faroeste, né, minha gente, como não amar os faroestes? Imperdível.

Belfast – uma maravilha de filme, com uma fotografia em preto e branco muito inteligente, excelentes atuações – especialmente dos coadjuvantes, um filme sobre memória e afetos. Vale muito.

Não olhe para cima – uma comédia que não me interessou, a não ser em uns poucos minutos de fim do mundo. E, claro, Leo é realmente um ator imenso, tudo que ele faz tem um toque de talento. Nhé.

No ritmo do coração – um drama leve com ares de sessão da tarde não fosse a delicadeza e sensibilidade com que a história é dirigida, interpretada e fotografada. Sabe aquela comoção que não senti com Lady Bird? Senti aqui. Assista sim.

O beco do pesadelo – um bom noir na primeira metade do filme. A segunda metade tem Cate Blanchett que desistiu de interpretar outros personagens a não ser “Cate Blanchett interpretando com intensidade”, além daquela constrangedora cena no divã. Razoável, mas dispensável.

Duna – Visualmente impressionante, bons atores. Tem gente que reclama do ritmo, mas eu amo faroeste antigo, então, né. Para os pacientes, para os adeptos, para os curiosos.

Drive my car – não vi ainda porque os torrentes vem com a legenda em inglês pregada mas li o conto – e amo. Aguardo ansiosa.

West Side Story – é Spielberg é musical. Quero.

King Richard – não sei bem porque tendo duas mulheres fodas pra cinebiografar, se escolhe contar a história do pai delas de uma forma chapa branca, com um roteiro bem clichê, que fala nas Williams mas que elas poderiam ser substituídas por qualquer personagem atleta padrão e o roteiro seria quase a mesma coisa. Achei um filme bem convencional, direção sem criatividade, escolhas estéticas banais, não curti não.

Licorice Pizza – estava esperando agoniada, porque Trama Fantasma meio mudou a minha vida, tinha expectativas imensas. Vi Licorice Pizza e sei lá porque tanta gente gostou. Inclusive sei lá porque eu gostei tanto. Paul Thomas Anderson é um feiticeiro original, capaz de alternar extrema delicadeza e uma estranheza inesperada sem soar artificial ou desnecessário. O filho de Phillip Seymour tá incrível e nem tenho palavras para a moça que faz Alana, ela parece um ímã poderoso, esquisito e charmoso, concomitantemente. Sei que vou rever e sei que vou escrever textão, mas adianto que tem hora que a gente se encanta, tem hora que a gente se retrai mas principalmente sai sorrindo do filme e isso é enorme.

Melhor Direção:

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Concorrem Kenneth Branagh (Belfast), Ryusuke Hamaguchi (Drive my car), Jane Campion (Ataque dos cães), Steven Spielberg (“Amor, sublime amor”) e Paul Thomas Anderson (Licorice Pizza). Falta ver Amor, Sublime Amor e Drive my car, mas acho difícil alguém ter sido melhor que Jane Campion, ela acertou demais no uso da câmera, dos planos, do ritmo, deu alma ao filme.

Melhor Atriz:

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Jessica Chastain fez um trabalho assustadoramente bom em Os olhos de Tammy Faye e é minha favorita, disparada. A queridinha que deve ganhar é a Olivia cult Colman com seu trabalho como mãe de boneca n’A filha perdida. Outra que disputa com chance é Nicole Kidman, muito convincente em Apresentando os Ricardos. Ela realmente interpretou Lucille Ball de forma brilhante, mas o roteiro do filme é bem ruim. Por fim temos Penélope Cruz em Mães paralelas. Acho que Jessica fez um trabalho primoroso, porém parte de mim torce inconsequente pela Penélope pois todo reconhecimento é pouco para um filme do Almodóvar.

Honestamente não sei o que Spencer e Kirsten Stewart estão fazendo na lista, acho até desrespeitosa esta indicação em que a atriz alterna cara de nada com cara de choro. Por mais insípida que a princesa fosse, é ficção e não mímica.

Melhor Ator

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Esta categoria está impossível pra mim. Impossível. O que Benedict Cumberbatch fez em Ataque dos cães deveria lhe dar o prêmio, com folga. Mas aí chegou Denzel e seu Macbeth e, OLHA, eu não tenho nem palavras pra interpretação que ele trouxe a um personagem já tão conhecido. Fez um trabalho louvável: Andrew Garfield (Tick, tick… Boom!). É competente, mas nada de especial: Javier Bardem (Apresentando os Ricardos). Não sei avaliar porque o filme é tão blé que atrapalha a interpretação: Will Smith (King Richard: criando campeãs).

Melhor ator coadjuvante

Se entregarem para Ciarán Hinds por Belfast ou Troy Kotsur por No ritmo do coração, está muito bem entregue. Se quiserem dar pro jovem Kodi Smit-McPhee de Ataque dos cães, não vou reclamar. Jesse Plemons (Ataque dos cães) e J.K. Simmons (Apresentando os Ricardos) são bons atores, mas não foram os melhores com estes papéis.

Melhor atriz coadjuvante

Terei que fazer a Glória Pires, mas Judi Dench e Kirsten Dunst foram muito bem nos seus papéis, as usual. Também foram indicadas: Jessie Buckley por A filha perdida (vi, gostei); Ariana DeBose por Amor, sublime amor (não vi), e Aunjanue Ellis por King Richard: criando campeãs (tal como o Will Smithm acho que o roteiro não oferece muito material).

Melhor roteiro original

Amei Belfast dicumforça, considero que Não olhe para cima fora do ponto, Licorice Pizza tem um roteiro realmente delicado e criativo. Não gostei de King Richard e não vi A Pior Pessoa do Mundo.

Melhor roteiro adaptado

Pelamor Ataque dos Cães é uma perfeição. Merece demais todos os prêmios que receber. Acho que quem adaptou A Filha Perdida perdeu (desculpe) muita nuance da protagonista, mas ainda assim resultou em um filme muito inteligente e bem dirigido. Adaptar Duna já merece um prêmio, nem que seja de coragem. CODA tem um bom roteiro, mas acho que não o bastante para disputar. Preciso ver Drive my car, o conto é ótimo (eu já disse, mas repito).

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