Infinitena #dia468 #dia05 #dia307nocalendáriokalúnico*

Eu não sei mesmo. Eu tento, mas perco o passo. Ou me distraio. E as pessoas vão e vão cada vez mais próximos e íntimos, como deve ser. E eu lamento, mas não faço diferente. Pra minha sorte, sempre tem alguém que vai, mas fica. Que entra no caminho da floresta comigo. Mãos dadas, colos trocados. Consolo. É pra elas que um dia aprenderei a fazer o bolo gelado de pêssego da minha mãe. Até lá eu também compro, amiga. E mando beijo pra minha mãe e pra sua. Sabe, tenho esse segredo pra te contar: quando vi o maravilhoso filme argentino, Cidadão Ilustre e ouvi aquela frase, a de que pra escrever é necessário lápis, papel e vaidade, eu pensei que não escrevia. Achei que me faltava a vaidade. Até ontem à noite. Um e outra e outra pessoa encontrando diversão, inteligência, beleza e técnica nos meus textos me fez revirar os olhinhos. Escuta essa frase aqui. E eu escutava também e pensava: uia. E uau. No intervalo de duas garrafas, a impressão de que é possível alguém realmente ler o que está escrito. No tempo do tudo ruim, uns dias de tudo um pouco melhor. Com isso. E a mochila pronta do lado da cama. E todas as mimosas por beber. E a lista: cebola, pimentão colorido, pimenta de cheiro, tomate, leite de coco. Respirar mais fundo. E rir com o moço que diz do início ao sim. E eu aviso que vou roubar a frase. E ele arremata: aí é fim ou não.  Eu tenho sorte. Chegam pessoas tão gostosas na minha vida. Começaram a chegar, também, os pacotes. Didion e Woody, fiquem à vontade. E canetas que deslizam como bailarinas. Boa razão para escrever mais cartas. O resto tudo, amiga, vai ter que esperar até depois de depois de depois de amanhã.

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[além das frases – ótimas – roubei também a foto que ele fez #EuAliBaba. Mas diga aí se eu não tinha razão em dizer esperta, bonita, inteligente, divertida, sobre a(s) pessoa(s).]

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Encontrei esse status antigo e ri, pois é ainda mais verdade em mim: do que mais gosto é do que não serve pra nada. A gente diz, com riso no olho: “não vale uma cibalena vencida”. Gosto do que existe sem propósito. Ou ainda, do que vivemos sem propósito além do próprio desfrute do que é. Não é para. Para emagrecer, para aprender, para ficar saudável, para empoderar, para seduzir, para ficar em forma, para conquistar, para manter, para acabar. Vive-se e (a coisa) é. Ou está. E estamos. O que já é o bonito e o bom.

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Lá vem Olimpíadas e lá vou eu, com ela. Estou no aquecimento e vejo as várias matérias e programas nos canais de esporte. Encontro Bernardinho dizendo, antes de uma das finais olímpicas, emocionado com o desempenho do time no jogo que tinha acabado de vencer: o que importa é mais que a medalha, é o progresso do jogador. Ele se tornar aquilo que ele podia se tornar (podem não ser essas as palavras exatas, mas é quase, quase, não fosse minha péssima memória). E é assim o que sinto por você. Mais, pela nossa história. Não tenho expectativas, saiba, a não ser essa: que a gente se permita e que ela venha a ser o que pode vir a ser. Porque tão, tão bonita – eu sei. Eu sinto.

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31 de agosto, o dia da bacalhau. Do milho do papai. Do tanto. Inventar conversa pra não parar de falar. E ouvir. Áudios pra que te quero. Te quero.

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