Amizade à Bulhão Prato ou Celebrando Renata

Sempre que vou celebrar Renata Lins, eu esqueço mais um pouquinho da história. Tudo que é lembrança vai se tornando sentimento. Já nem sei o primeiro contato, o primeiro comentário, o primeiro abraço. Nem o último, a ser sincera. Renata Lins é daquelas que se torna um sempre, na vida.

Ela disse que, hoje, teria vôngoles. Eu disse que ia ao mar, com ela. É isso que eu sinto: vontade de estar perto. Quem não quer? Renata tem aquele sorriso quente, iluminado, tem a palavra em riso, tem sabedoria, humor, tem aquele dito que rasga o óbvio e nos deixa ver tantas belezas possíveis.

A Renata é afetuosa, doce, sensível e sabe dar voadora no meio da pleura, sem nem piscar. É, também, inteligente, culta, erudita e faz piadas 5a série B tão naturais que a gente se pergunta porque a linguagem não é sempre assim. Renata é daquelas raras pessoas que sabem dizer não e é com ele que se começa conversas, um não daquele que abre caminhos.

Eu geralmente não encontro, de corpo e abraço, a Renata no aniversário dela, mesmo. Mas brindo. E, de tira gosto, amêijoas à bulhão pato. Gosto de chamar de amêijoa porque fica com sabor de tempo feliz. Um tempo, que, aliás, também foi tempo com Renata. Como eu disse, ela, sempre. Taioba, vôngole, berbigão, amêijoa, amizade, tudo se pode fazer assim. Com simplicidade, sabor, calor e vinho.

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Aqui, agora, a casa cheira toda a azeite, alho, mar, afetos. Cheira, até, quem diria, a alegria. Os tempos de hoje não são os tempos dos desejos risonhos. Ainda assim, insisto em palavras coloridas, em vento bom, em brisa marinha, em som de cadeira arrastada no boteco, em cavaquinhos, em gente saindo antes e gente chegando depois, em abraços que se sucedem, em ruído do mundo. Eu te amo tanto, amiga.

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Eu podia ter feito um status no FB. Era o que eu ia fazer. Mas andei falando de construir memória. E você é um sempre. Achei melhor este efêmero que o outro. Porque você é, também, um porto. A gente parte, a gente chega. A gente fica no balanço.

2 comentários em “Amizade à Bulhão Prato ou Celebrando Renata

  1. Amor, vim comentar aqui, pra construir memória. Amo tanto quando reencontro comentários seus em posts antigos. Esse caminho de se conhecer escrevendo, mas também mostrando o que a gente gosta de comer – e a gente gosta -, como é nosso canto, o que a gente lê, os filmes que a gente gosta de rever… misturando histórias e montando novas histórias.
    Uma alegria tão funda você na minha vida, desde o primeiro dia.
    Que eu também não lembro mais qual foi, porque parece que foi sempre.

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