Um dia de cada vez

Segunda, terça, quarta… este semestre são dias em que não tenho aula. Claro que precisaria sair para reuniões, orientação, grupo de pesquisa e outras atividades que brotam como gremlins na chuva no dia a dia de professor universitário. Mas, ainda assim, em dias que não tenho aula, excepcionalmente, poderia ficar trabalhando em casa – como já fiquei em outras situações. Então, pensei eu, nem vou sentir direito nesses primeiros dias, vai bater mesmo no dia em que eu deveria me encontrar com as turmas. Mas não é assim que funciona. O peso de não dever sair pra nada, nadinha, sente-se desde o início. E uma imensa e angustiante preocupação com os que não estão aqui. Muda a sensação do tempo, muda a forma como vivo os dias e a vontade de fazer coisas, mesmo as que gosto. Pensei: vou cozinhar mais. Realidade: pão e ovo win. Pensei: verei mais filmes. Realidade: nem  o filme diário, da “hora do almoço” tenho visto. Minha bóia tem sido a leitura. Tenho voltado aos livros de papel, me segurando nos velhos conhecidos, Puzos e Verissimos e psicanálise, sim, como se eu tivesse dezoito anos.

“Isso lhe dá o poder, não o direito”
ainda encontro as melhores frases nos mais antigos filmes

Hoje eu fui ao supermercado, lavei roupa, li mais uns capítulos do livro juvenil de dragões, fiz lasanha, gravei áudios pra família, mandei mensagens pros alunos, escrevi post em blog novo, revi Doutor Jivago.

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