Viajando na maionese ou tempo demais no twitter

Li um twite que dizia: “meninas que se relacionam com homens: se ele se diz desconstruído, comunista, de esquerda, etc. pergunte pra ele qual sua opinião sobre prostituição ou pornografia”. Digo eu: se for menina, não se relacione com homens. Agora, se for mulher, lembre que a prostituição é o trabalho de várias outras mulheres, aliás de várias pessoas marginalizadas e que o problema da pornografia não é o conteúdo mas ser uma indústria, como a de roupa, a de carne, etc. Não infantilizar nem tutelar as mulheres, acho, é bem importante para um pensamento que realmente se sustente na ideia radical de que mulher é gente.

Uma coisa que realmente aprecio: conferência old school, com texto preparado previamente e bem lido. Aprecio em dobro: ouvir a História narrada por quem a construiu. Foi um privilégio e uma alegria participar do evento da noite de ontem. Sem querer ser a velha chata e ranzinza, mas sendo, fico pensando como a ausência de referências (e o descaso com elas) faz com que parte significativa das pessoas não usufrua como poderiam de momentos como os de ontem. Eu lembro (sim, vou puxar a brasa pra minha sardinha) da minha emoção ante figuras como Florestan Fernandes e Paulo Freire, a compreensão que eu tinha de viver uma situação única e especial.

Se já acho difícil que as sociedades sustentem a democracia, como explicar que pessoas curvem joelhos simplesmente porque alguém é filho do alguém que mandava na bodega? Eu tenho dificuldades com a monarquia, de partida, porque tenho dificuldade com a fé numa divindade que a sustente, acho. Mas tão lindo o Chalamet. E o Shakespeare, então vão lá ver o filme O Rei, na Netflix.

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Flamengo Bicampeão da Libertadores e Heptacampeão brasileiro no mesmo fim de semana. Nem sei o que escrever sobre isso, ainda estou sendo alegria.

Eu não sei porque vocês estão discutindo esse lance da Flip. Todo mundo sabe que o homenageado devia ser o Jorge Jesus.

Uma pessoa sugere, no twitter, que as pessoas vejam, mesmo em casa, o filme O Irlandês, de uma sentada só. E justifica a sugestão com um critério técnico, não é uma ideia que ele tira do suvaco. Daí um monte de gente reage com violência ou sarcasmo ou whatever que eu nem entendi, de verdade. É uma sugestão, gente. Não quer, não pode, não concorda, não faz, ué. E nem é uma sugestão absurda, filmes são feitos, a princípio, pra ver numa lapada, tipo, sei lá, no cinema?

O que se depreende disso tudo? provavelmente estou passando tempo a mais no twitter.

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